“Um líder que consiga tornar sua equipe tão autônoma que o torne irrelevante é um gênio!”

A afirmação é de Marcelo Egéa, psicólogo com especialização em administração pela Fundação Vanzolini  (Poli USP) e mais de 30 anos de experiência com os temas de gestão, liderança, vendas, jogos de negócio e gestão estratégica de RH.

Egéa é facilitador do Workshop “Feedback e o Manifesto Agile – O que não te contaram sobre feedback, mas que você precisa saber para ser ágil”,  que acontece dia 01 de novembro, durante a programação do 18º Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos do PMI São Paulo.

O workshop irá abordar temas como equipes autogerenciáveis e grupos semi-autônomos; agilidade e feedback; a busca de ser desnecessário, provocando nos participantes a reflexão sobre como simplesmente oferecer um melhor feedback pode nos tornar mais ágeis, conquistando mais engajamento das equipes.

Confira abaixo a entrevista com Marcelo Egéa e aproveite os últimos dias de inscrições para participar do workshop!

18º SIGP – Quais as principais competências e características de um líder de acordo com o Manifesto Agile?

Marcelo Egéa – O Manifesto Agile retomou uma tendência, que remonta a meados do século XX, de privilegiar o aspecto grupal do trabalho, ao invés do individual. Liderar equipes é diferente de liderar pessoas: esta é a principal habilidade a ser desenvolvida pelos GPs que desejam ser ágeis. Liderar uma equipe exige capacidade de perceber fenômenos como colaboração e comunicação grupal, compromisso com o coletivo e flexibilidade de papéis. Um líder de equipe precisa aceitar o papel de facilitador, mais do que o de gerente que comanda.

18º SIGP – As pessoas sabem receber feedback? Qual é a postura esperada em um profissional com mindset ágil ao receber um feedback que exige melhorias?

Marcelo Egéa – A resposta é sim: nós todos sabemos receber feedback, pois é uma questão instintiva, de sobrevivência. O que acontece é que o que as pessoas recebem não é feedback. E este é o grande problema. O tema feedback continua no topo da lista das reclamações e queixas nas pesquisas de clima, há muitos anos. Os líderes se surpreendem pois acreditam piamente que estão dando feedback, apesar dos colaboradores não concordarem com isso. Os dois lados estão certos, pois estão dando o mesmo nome para coisas distintas.

De qualquer forma, existem características e habilidades que potencializam os feedbacks recebidos, tornando-os mais úteis: postura positiva (não defensiva), escuta ativa, assertividade/objetividade, linguagem não-agressiva e atenção plena (mindfulness), que é parte importante do equilíbrio emocional.

 

18º SIGP – O que é ser um líder “desnecessário”?

Marcelo Egéa – Ser líder é desempenhar um papel, uma função. Durante muitos anos (diria séculos), associamos liderança com comando. Quando alguém é promovido a gerente ou líder de uma equipe traz esse arquétipo na cabeça. Qualquer sinal de que vai perder isso provoca um grande medo de ser inútil e irrelevante.

A boa notícia é que pensar assim é um equívoco – ser um facilitador e um líder inspirador é uma conquista digna de respeito e admiração. A notícia ainda melhor é que utilizar uma metodologia ágil facilitará muito praticar e adquirir esse novo mindset.

Um líder que consiga criar uma equipe tão autônoma que o torne irrelevante é um gênio! Mas até onde se sabe, o chamado “moto contínuo” ainda não foi inventado. A liderança de alto nível e ágil, capaz de criar as condições para que equipes e pessoas atinjam seu máximo potencial, será uma habilidade cada vez mais valorizada, em um mundo veloz e mutável.

 

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Serviço

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Data: 30 e 31 de outubro e 01º de novembro de 2019

Local: Centro de Convenções Senac Santo Amaro